"Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia. Pois o triunfo pertence a quem se atreve... a vida é 'muito', para ser insignificante". Charles Chaplin.



sábado, 27 de maio de 2017

Secretaria de Formação Política e Sindical do SINTE/SC reúne trabalhadores/as em Curso da CNTE

Numa parceria com a Confederação Nacional de Trabalhadores em Educação (CNTE), a Secretaria de Formação Política e Sindical do SINTE/SC reúne trabalhadores/as em Curso de Formação. Neste sábado (27/05), uma nova etapa do Curso de Formação CNTE/SINTE-SC foi realizada nas Regionais de São Miguel do Oeste, Xanxerê e Chapecó.
O Curso de Formação Sindical está sendo realizado nas Regionais de Caçador, Palmitos, Maravilha, São Miguel do Oeste, Concórdia, Chapecó, Xanxerê, Fraiburgo, Rio do Sul, Lages, São Joaquim e Jaraguá do Sul. Conforme o Secretário de Formação Política e Sindical do SINTE/SC, Evandro Accadrolli, “nosso objetivo é realizar o Curso, em todas as Regionais. Para isso, estamos organizando a categoria, chamando para que participe”.
Durante todo o dia de hoje, Nelso Lolato ministrou a etapa do Curso de Formação, na Regional do SINTE de Xanxerê. Na Regional do SINTE de São Miguel do Oeste, o ministrante foi José Roberto Paludo. Na Regional de Chapecó, o ministrante foi Carlos Eduardo de Souza.
Este ano, será ministrado o primeiro eixo, com cinco módulos, num total de 120 horas. A proposta é baseada em quatro eixos considerados fundamentais ao processo de formação de dirigentes sindicais:
EIXO 1 – Concepção Política e Sindical;
EIXO 2 – Formação de Dirigentes Sindicais;
EIXO 3 – Planejamento e Administração Sindical;
EIXO 4 – Temas transversais.
Cada eixo é composto de uma série de cadernos e sugestões de vídeos, que servirão de suporte para seminários e oficinas a serem desenvolvidas, a partir da execução do Projeto de Formação.
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Na Regional do SINTE de Palmitos:
 
 

Na Regional do SINTE de Caçador:
 

Na Regional do SINTE de Xanxerê:
 
 
 
 

Na Regional do SINTE de São Miguel do Oeste:

Na Regional do SINTE de Chapecó:
 

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Manifestação em Brasília contra Governo Temer repercute na ALESC

(Texto: Ludmilla Gadotti - Foto: Eduardo G. de Oliveira/Agência AL)

O tumulto ocorrido no protesto intitulado Ocupa Brasília, na quarta-feira (24), pela saída de Michel Temer (PMDB) da presidência da República, ganhou repercussão no plenário da Assembleia Legislativa de Santa Catarina durante a sessão ordinária desta quinta-feira (25). A mobilização organizada pela Frente Brasil Popular, com apoio de movimentos sociais e sindicais, teve como objetivo protestar contra as reformas da previdência e trabalhista, além de reivindicar a realização de eleições diretas antecipadas.
Houve confronto entre manifestantes e a Polícia Militar do Distrito Federal, pessoas feridas e depredações na Esplanada dos Ministérios.  No período da tarde, Temer autorizou a atuação das Forças Armadas para conter as manifestações, garantir a segurança e proteger prédios públicos.
Os deputados Dirceu Dresch (PT) e Cesar Valduga (PCdoB) voltaram a criticar as medidas tomadas pelo governo Temer e a defender eleições diretas para a Presidência. “Temer quer reatar um antigo modelo político de desconstrução. Em uma manobra desastrosa de artificializar normalidade, ontem convocou o Exército para sitiar Brasília para a votação de medidas no Congresso que nunca foram debatidas pela sociedade. Não podemos ficar alheios ao que acontece em Brasília. Nosso povo clama para que Temer saia. Não existe outro caminho que não as eleições diretas”, disse Valduga.
Dresch comentou que estava entre os mais de 100 mil manifestantes na capital federal. “Acompanhei a mobilização, ela foi extraordinária. As centrais sindicais estavam juntas pela retomada da democracia, com eleições diretas. Esse é o caminho para retomar o desenvolvimento do país. Os gritos de ordem eram ‘Fora Temer’ e ‘Nenhum direito a menos’. Esse governo enlameado de corrupção quer empurrar goela abaixo reformas que prejudicam o trabalhador.”
Os parlamentares se manifestaram, ainda, sobre os atos de vandalismo registrados durante o protesto. “A prática de depredação feita por pessoas infiltradas não desmerece o ato. Delinquentes se aproveitaram da situação”, falou Valduga. Dresch fez questão de relatar o que presenciou. “Estive lá desde o primeiro momento, em que os participantes chegaram à Esplanada dos Ministérios. A polícia foi truculenta demais. Na primeira chegada já jogaram gás lacrimogêneo, e muito. Não precisa ser assim. Isso causou grande revolta. Fizeram um cerco muito forte aos congressistas e ao presidente golpista, ficamos há mais de mil metros de distância”, contou. “Os vândalos não eram do movimento. Essa meia dúzia de infiltrados não pode tirar o brilho dos mais de 100 mil manifestantes que foram lá defender direitos conquistados a duras penas”, complementou.
O deputado Antonio Aguiar (PMDB) também se pronunciou sobre as manifestações contra Michel Temer na capital federal. “Ontem assistimos a um ato de violência em Brasília. Onde já se viu incendiar um ministério? O problema é que nós temos que bancar as despesas dos estragos, inclusive as taxas sindicais, para uma manifestação de baderna. Não podemos pagar essa conta. Devemos reivindicar com tranquilidade, fazer de maneira ordeira. Parabéns a Michel Temer pelas medidas tomadas”.

Apoio do PSDB a Temer
No horário reservado aos partidos, Serafim Venzon ocupou a tribuna da Casa para reforçar a posição adotada pelo PSDB catarinense de apoiar o Governo Temer. “O PSDB tomou uma posição de cautela para dar sustentação ao governo de Michel Temer. O que se quer é preservar aquilo que temos de mais valoroso: nossa economia e nossas instituições. Maior do que os partidos é a nação brasileira. E o caminho não é destruindo, como ocorreu nas manifestações de ontem.”
O parlamentar também se manifestou favorável às reformas trabalhista e previdenciária. “As reformas que estão sendo feitas – trabalhista, terceirização, previdência – são, infelizmente, vistas por alguns como contra o trabalhador, mas podem ser vistas como boas. Acho que serão muito importantes no futuro para as pessoas menos favorecidas.”

Com 200 mil manifestantes, movimentos populares comemoram êxito do “Ocupa Brasília”

Segundo lideranças, a ação foi a maior já realizada na capital contra o governo de Michel Temer

(Texto: Cristiane Sampaio - Edição: Camila Rodrigues da Silva/Brasil de Fato/São Paulo (SP) – Foto: Frente Brasil Popular )

O movimento “Ocupa Brasília”, promovido por dezenas de segmentos populares na quarta-feira (24), foi o maior ato de oposição ao governo golpista de Michel Temer (PMDB) já realizado na capital federal. Para as entidades organizadoras, a adesão ao protesto, que reuniu cerca de 200 mil pessoas, demonstra o crescimento da ideia de deposição do peemedebista e do desejo popular de realização de eleições diretas para presidente.
“Estamos num momento muito melhor do que estávamos há um mês, quando o governo dava como certa a aprovação das reformas. Hoje o movimento organizado consegue resistir e temos a verdadeira possibilidade de impedir as reformas, até porque mais de 90% do povo são contra”, avaliou o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, após a finalização do protesto.
O movimento contou com a participação de caravanas de diversas regiões do país, contabilizando uma média de mil ônibus. “O balanço desta marcha de hoje é tão positivo que vai ficar na história de Brasília, podendo alterar a conjuntura política nacional”, avaliou Alexandre Conceição, da direção nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), um dos principais articuladores do ato.
Segundo ele, a entidade conseguiu aglutinar cerca de 6 mil militantes provenientes somente do Distrito Federal e de Goiás, além de membros de outros estados.

Repressão
O ponto de ebulição do “Ocupa Brasília” se deu com a ação repressora das forças policiais, que dispararam diversas bombas de efeito moral e balas de borracha para tentar dispersar os manifestantes e sufocar o protesto.
“Eles rasgaram a Constituição brasileira a partir do momento em que deram o golpe e, quando você faz isso, fica sem regra, sem referência. Aí cada um acha que pode fazer o que quiser. Por isso, eles acham que podem tratar a gente assim, mas não adianta, porque não é a repressão que vai segurar este governo”, disse Cibele Vieira, do Sindicato Unificado dos Petroleiros de São Paulo (Sindipetro-SP).
Como desdobramento do conflito, o governo anunciou, na tarde desta quarta, a convocação de tropas da Força Nacional para o patrulhamento da Esplanada dos Ministérios e do Palácio do Planalto, de forma a impedir a aproximação de manifestantes. A medida provocou uma onda de protestos tanto por parte de parlamentes da oposição quanto de segmentos populares.
O dirigente João Paulo Rodrigues, do MST, qualificou a atitude como um “decreto autoritário” e assinalou que a iniciativa estaria relacionada ao sucesso do “Ocupa Brasília”. “Eles estão com medo de manifestações que possam atrapalhar as votações, ou seja, nós acertamos em cheio o alvo”, avaliou Rodrigues.

Greve Geral
Segundo Vagner Freitas, o movimento desta quarta-feira em Brasília não encerra o calendário de lutas populares. “O povo vai continuar mobilizado. Ainda tem mais atos pela frente e a possibilidade de uma greve geral pra derrubar de vez esse governo, conseguir as eleições diretas e não permitir que eles retirem nossos direitos”, afirmou o dirigente.
De acordo com ele, as centrais sindicais devem se reunir ainda esta semana para debater a proposta de uma nova greve. “Vamos utilizar todos os instrumentos da classe trabalhadora para impedir a retirada de direitos. Se pudermos fazer uma greve geral ainda maior que a do dia 28 de abril, faremos e convocaremos em breve”, finalizou o presidente.

Governo
Em pronunciamento feito nesta quarta (24), o ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou que a ação dos militares em Brasília atende a um pedido feito pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e que seria uma iniciativa necessária para a preservação dos prédios públicos. A medida foi oficializada através de um decreto publicado no Diário Oficial da União (DOU).
Em nota divulgada à imprensa, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal afirmou que a polícia teria feito uso progressivo da força durante o ato na Esplanada para coibir a ação de manifestantes que supostamente tentaram invadir o perímetro de segurança considerado restrito.

Marcha sobre Brasília foi tremenda vitória popular

(Texto: Breno Altman/Opera Mundi - Foto: Daniela Orofino/Mídia Ninja)

A mídia monopolista e o governo usurpador tratam de inventar sua narrativa sobre a formidável mobilização sindical e popular que tomou conta de Brasilia desde o final da manhã.
Seu esforço é marcar o protesto como bagunça e vandalismo, em manobra para ocultar sua dimensão e propósito.
O que assistimos foram mais de 100 mil trabalhadores de todos os cantos do país marchando para a capital com o intuito de lutar, organizada e pacificamente, contra o governo Temer, as reformas da previdência e trabalhista, por diretas já.
As forças repressivas desde ontem preparavam uma emboscada contra o direito de manifestação dos trabalhadores, armando provocações e se preparando para reprimir o ato como cães selvagens.
Um pequeno grupo de mascarados, infiltrado na marcha, foi escalado ou estimulado para servir de pretexto às cenas de repressão inconstitucional promovidas pela PM do DF e a Força Nacional.
Se não fosse esse o pretexto, outro seria.
O governo estava decidido a reprimir os trabalhadores e demonstrar que ainda controla o monopólio estatal da violência.
Não foi à toa que, rapidamente, depois de suposto pedido do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, logo desmentido pelo próprio parlamentar, Temer promulgou decreto que permite a convocação das Forças Armadas para enfrentar o povo em luta, pela primeira vez desde a redemocratização.
Seria insensatez se homens e mulheres de esquerda, caindo no jogo do governo usurpador e da mídia conservadora, aceitassem discutir a versão de vandalismo e violência que se vende ao país, transformando os black blocs no assunto do dia.
Hoje foi uma data histórica.
Antes de mais nada, porque os trabalhadores ocuparam a capital da república e fizeram ouvir sua voz.
Mas também porque o governo e seus aliados revelam, de uma vez por todas, seu caráter antidemocrático e golpista, ao jogar tropas policiais contra manifestantes, além de acenar com a convocação do Exército.
No mais, não tenhamos ilusões. Como em todo processo golpista, o povo irá lutar e o os usurpadores irão reprimir. Teremos choques, conflitos e tensões gravíssimas.
Onde está escrito, afinal, que resistir à usurpação seria tranquilo como um passeio no parque?

Repressão policial no #OcupaBrasília: 49 feridos

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CNTE e entidades filiadas participam do movimento #OcupaBrasilia